• Smb Store

Como fazer a troca de mercadorias sem perder dinheiro


Se você trabalha com a troca de mercadorias ou é atuante no comércio, precisa conhecer ao menos a parte essencial do Código de Defesa do Consumidor – CDC.

Isso porque pode-se evitar que você perca dinheiro, ou tenha problemas com a justiça e ainda possa garantir aos clientes, um melhor atendimento em suas compras e demandas. E, claro, agindo para não perder seus clientes para a concorrência.

Todos nós, em algum momento, já compramos e sabemos que, em algumas vezes, precisamos realizar a troca de alguns produtos.

Embora nem todos nós, e os empreendedores, não sabem o que diz a lei sobre troca e devolução de produtos.

Por isso, fizemos este post para te ajudar no momento de efetuar uma troca ou devolução de produtos em seu estabelecimento.

Confira!


Direitos do consumidor sobre trocas e devoluções: conheça!

Sabemos que receber produtos para devolução ou troca, quem é empreendedor, não quer isto, embora em algum momento, iremos precisar fazer isso, pois é direito do consumidor.

E, nesses casos, é preciso saber agir para não perder o cliente, pois ele pode ficar frustrado, ao não ter sua necessidade atendida. E, também ele pode propagar isso para outras pessoas, o que não é bom para seu negócio.

Assim, o Código de Defesa do Consumidor – CDC garante que em casos de produtos com defeitos e dentro dos padrões de garantia, quem vendeu o produto precisa resolver a situação.

E, situações assim podem ser resolvidas fazendo a troca ou reparando o produto sem custos para o cliente. E, para isso, você precisar estar atento, uma vez que o reparo deve ser feito em até 30 dias, a contar da reclamação.


Se isso não for feito no prazo, o cliente tem direito a devolução do seu dinheiro ou de retirar no seu estabelecimento um novo produto, como prever o artigo 18 do CDC:

Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.


§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;

II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

III - o abatimento proporcional do preço.


No artigo 26 podemos ver ainda sobre o prazo que o cliente tem para se queixar sobre defeitos no produto, de 30 dias, em caso de produtos não duráveis, como um cosmético, alimentos, itens de higiene, como um shampoo etc.

Sendo um bem ou produto durável, esse prazo amplia para 90 dias a contar da data da entrega do produto; e se for um serviço a contar do término da execução do serviço.

Então, é preciso estar atento e conhecer essas previsões do CDC para evitar problemas na justiça e perca de clientes.



Trocas e devoluções de produtos adquiridos na internet

Quantos aos produtos que têm aquisição pela internet, a lei basicamente é a mesma para produtos comprados ou não pela internet, com alguma diferenciação.

Mas há um conflito, pois o CDC não prever o responsável pelo frete, em caso de produtos com defeito, e se for um cliente mais exigente, seu estabelecimento pode ter problemas com isso.

Claro, desde que você não concorde em arcar com os custos de frete. O ideal, então, é entrar em conversa com o cliente e fazer uma negociação boa para as duas partes.

Mas a gente sabe que, como o consumidor ainda fica inseguro quanto as compras online, se o estabelecimento puder arcar com esses custos de devolução, fica bom, pois aumenta a confiança do cliente ao comprar.

É importante explicar que isso ocorre, pois o cliente comprou à distância e não teve a chance de tocar ou provar os produtos, diferente de um local que o cliente pode provar e tocar o produto, por exemplo.


Se o produto não tem defeitos, mesmo assim, a empresa precisa fazer a troca?

A empresa não é obrigada a efetuar a troca, caso o produto não mostre defeitos.

Embora muitos estabelecimentos façam a troca para fidelizar o cliente, isso em casos de troca por outro tamanho, modelo, cor etc.

Geralmente, para isso, o produto não pode apresentar defeitos, e há um prazo para pedir a troca, segundo políticas da loja.

Mas para isso, é importante que todos os colaboradores entendam as políticas de devolução de troca para orientar melhor os consumidores e não gerar prejuízos para o estabelecimento.


Qual a melhor política de devoluções?

Cada loja